A várzea de Betim tem dono, e ele veste as cores do Novo Cristina. Em uma final eletrizante e repleta de rivalidade, a equipe superou o tradicional Renascença, sacramentando a vitória que garantiu o histórico tetracampeonato do Campeonato Betinense de Futebol Amador - Série A.
Além da taça, a decisão ficou marcada por um personagem ilustre e um tanto improvável para o papel de artilheiro da tarde: o zagueiro Balaio.

Toda grande final de futebol amador reserva uma história para a posteridade, e a desta edição do Betinense teve nome e sobrenome. Conhecido por sua liderança e firmeza no setor defensivo, o zagueiro Balaio subiu ao ataque para decidir o confronto.
Com uma presença de área digna de centroavante, o defensor balançou as redes duas vezes, sendo o grande diferencial tático e emocional da partida. Os gols de Balaio desmontaram a estratégia do Renascença, que tentou reagir, mas esbarrou na forte marcação do Novo Cristina e na tarde inspirada do rival.
O título de tetracampeão não é para qualquer um. A conquista coroa o planejamento de longo prazo, a união da comunidade e a força de um elenco que sabe exatamente como jogar partidas decisivas. Enfrentar o Renascença na final da Série A exige frieza, e o Novo Cristina provou, mais uma vez, ter a casca necessária para erguer o troféu mais cobiçado da cidade.
"A gente trabalha o ano inteiro por esse momento. Ver a comunidade em festa e poder ajudar lá na frente, fazendo os gols do título, é uma sensação inexplicável", comemorou Balaio, cercado por torcedores após o apito final.
Com o apito final, a invasão de campo e a festa nas arquibancadas deram o tom da importância do torneio para a região. O troféu do Betinense Série A segue sob o domínio do Novo Cristina, que agora ostenta com muito orgulho mais uma estrela em sua galeria de conquistas históricas no futebol amador.